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Esta foi a maneira que encontrei de dividir com vocês minhas alegrias, emoções, meus anseios, dúvidas, questionamentos,.. enfim, dividir um pouco de mim, afinal, ser mulher, mãe e esposa, não é fácil e eu não vim com manual de instruções!

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

sobre os tombos que a vida me deu...

Este final de ano foi bem pesado!

Perdi o bebê em outubro, meu avô em novembro e minha vó em dezembro! Foi punk!

Sempre tive uma ligação muito forte com meu avô. Eu sempre dizia que se minha vó não tivesse chegado primeiro, teria me casado com ele rs

Meu vô tinha uma sabedoria incrível, era um inventor nato! Com a pouca escolaridade que tinha, era PHD formado pela escola da vida. Quanta falta ele faz...

Minha vó era daquele tipo que você ligava e dizia: Vó, posso almoçar ai? E em meia hora ela fazia um banquete que nem em uma semana eu conseguiria fazer.
Me ligava todos os dias e me falava as mesmas coisas... mas eu gostava sabe? Confesso que as vezes ficava irritada, pois se ela não conseguisse falar na hora, sair ligando pra todo mundo querendo saber de mim e "das menininhas" como ela dizia rs

Ah meus velhinhos... que falta eu sinto de vocês! 
Sorte da Olívia ter os Bisavós por perto... sorte!

Agora tenho minha vó por parte de mãe aqui conosco e domingo agora vamos fazer um ensaio fotográfico com ela. Estou bem animada! Acho que será um momento lindo e com recordações incríveis <3

Pois é pessoas, por aqui vou me recuperando dos tombos que a vida me deu e agradecendo por todas oportunidades que ela me dá!

Beijocas,


Roberta Marques
"nosso amor é como o vento: não posso ver, não posso tocar, mas posso sentir"

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Pós aborto - voltar a rotina

Helloooo!!

Vou falar as coisas que vivi após a perda do bebê...

O mais difícil é contar aos outros o que aconteceu. As pessoas ficam desconcertadas e por incrível que pareça, as vezes precisamos "conforta-las". Engraçado né? Mas é a realidade. Nós não estamos preparados para a morte, independente se ela vem de forma repentina ou "avisada", como no caso de uma doença terminal. Simplesmente não estamos preparados e ponto!

Outra coisa engraçada é que no meu caso, algumas pessoas tentando me consolar dizem: 

*Nossa! Ainda bem que foi no começo né? 
*Poxa, sorte que você é forte e já passou por coisa pior!

dentre outras coisas... Gente! Queria mesmo encontrar essa fortaleza que algumas pessoas vêem em mim, sério! Mas enfim,..

Voltar a rotina também não é tão fácil assim... as pessoas nos olham com pena e se não falam, agem de forma estranha, até se acostumarem com a ideia rs

Já em casa, nós havíamos contato para as meninas sobre a espera do bebê, mas sinceramente não consegui contar a elas, principalmente para Manuela sobre o que aconteceu. Ela é muito emotiva e a perda da irmã que ela nem chegou a conhecer, é algo que mexe muito com ela e sempre conversamos a respeito. Estou disposta a falar, mas se ela chegar a perguntar, caso contrário, não sei se vou falar sobre.

É bem complicado lidar com tudo o que envolve o aborto em si, não é apenas o físico, mas o emocional, psicológico e social. É preciso lidar com essas 4 esferas e o apoio de outras pessoas é fundamental para que no final, a gente consiga levantar a cabeça, cuidar da ferida e seguir em frente!

Se você já viveu uma perda, conta pra mim!
Pode ser por aqui ou por email
coisasdamamaeblog@gmail.com
Vou adorar escutar a sua história <3

Até mais,


"nosso amor é como o vento: não posso ver, não posso tocar, mas posso sentir"

domingo, 7 de janeiro de 2018

Processo de Aborto e curetagem

Hello!
Como vão as coisas?

Pois bem, vou relatar agora como foi o processo do aborto e a curetagem.

Minha mãe chegou em nossa casa na sexta a noite (mãe tem 6º sentido mesmo!!) e no sábado por volta de 6h da manhã acordei sentindo um pouco de cólica. Eu já esperava essa cólica e tomei a medicação conforme a médica havia mencionado. Eu já estava com um sangramento suave e por isso de absorvente. Até aí ok! Me deitei novamente e a dor começou a fica um pouquinho mais forte. Eu fiquei deitada e tossi, nesse momento senti sair um pouco mais do sangue (tipo de menstruação mesmo), mas de repente, senti sando uma quantidade grande de sangue e fui ao banheiro. Quando olhei, eu estava com muito sangue, mas muito mesmo! Na hora chamei minha mãe (meu marido não consegue lidar muito com sangue) e nisso, tirei a roupa e entrei no box. Neste momento eu não fazia ideia do que estava por vir!!!

Após entrar no box, começou a escorrer sangue pelas minhas pernas e do nada escuto um barulho de algo caindo. Era um coagulo enorme! Espirrou muito sangue e eu pensei que era o Bebê. Foi chocante! Comecei a chorar e o que parecia muito sangue, na verdade não era nada, muito sangue foi quando esse primeiro coagulo saiu. Vocês não tem noção do que passei! Era muito, muito muito, sangue e uma dor incontrolável! Naquele momento a dor física se confundia com a dor emocional e eu não conseguia raciocinar direito. Me sentei no vaso sanitário, pois estava perdendo muito sangue e ficando fraca, mas o sangue não parava e os coágulos também não! Era assustador!

Eu estava me contorcendo de dor e só pensava em deixar a água quente do chuveiro cair sobre mim para aliviar aquela sensação horrível. Me levantei e fui em direção ao chuveiro, só deu tempo de abir e caí. Neste momento minha mãe se desesperou, e meu marido precisou vencer o medo para me ajudar e conseguiram me colocar em pé novamente.

Para vocês terem noção da quantidade de sangue que saía, minha mãe pegou uma fralda da Helena pra me dar e menos de 5 minutos depois eu precisei trocar para ir ao hospital.

Não me lembro muito bem do trajeto até o hospital, mas me lembro de chegar e ser levada as pressas para o PS. O médico me olhou, pediu US e me levou para sala de medicação. Nada me ajudava e ador só piorava. Eu estava com muito medo do hospital, pois já sofri violência obstétrica e o que não precisava naquele momento era de alguém menosprezando meus sentimentos e minha dor, mas o que aconteceu foi muito contrário! Uma equipe extremamente humanizada me acolheu com tanto amor e compaixão que não consigo descrever em palavras.

Me lembro da voz doce da enfermeira dizendo, fique tranquila, respira, eu estou aqui e vai ficar tudo bem! Ela fez total diferença neste momento.

Lembro que fiquei extremamente incomodada com o fato de estar la me contorcendo de dor, ao lado de gestantes e não queria assusta-las. Em lágimas pedi a esta enfermeira que me levasse para outro lugar, pois elas não mereciam presenciar aquilo e e a dor era demais para eu me controlar, ela prontamente atendeu e me levou para um sala de cardiotoco.

Apesar da quantidade de sangue e coágulos perdidos, no breve US que fiz (não conseguia ficar parada para médica fazer o exame, ficou constatado que o saco gestacional ainda não havia saído e infelizmente precisei ficar internada para curetagem. Ainda esperaram até o dia seguinte (por minha vontade eu não queria passar por nenhum procedimento, mas não foi possível. No outro dia pela manhã eu fiz a curetagem.

Outra grata surpresa que tive, não sei se é assim com todos, mas o médico me explicou sobre a anestesia e me fez dormir. Eu não vi nada. Tinha medo do que veria, mas foi super tranquilo e acordei já estava no quarto.

Como eu já havia recebido á noticia do aborto fazia mais de uma semana, meu coração já estava mais tranquilo e foi menos difícil passar por tudo isso (emocionalmente falando)
Toda a equipe do hospital foi incrível comigo e tornaram essa experiencia menos traumática.

Após a alta, fui pra casa e comecei a me sentir mal. Achei que era por ter perdido muito sangue e ainda levei mais uns dias com esse mal estar e uma dor de cabeça incontrolável, até o dia que não deu mais e voltei ao hospital. Chegando lá, me diagnosticaram com reação da anestesia (tive na primeira cesárea também), tomei medicamentos e não foi preciso fazer o procedimento no centro cirúrgico (graças a Deus)

O post já ficou bem graaaaande!! No próximo, vou falar como foi o depois disso tudo.


Até mais!


"nosso amor é como o vento: não posso ver, não posso tocar, mas posso sentir"

terça-feira, 24 de outubro de 2017

A espera do fim... Aborto Retido

Hoje faz 7 dias que confirmamos que minha gestação foi interrompida.

Eu não fazia ideia de como esse processo era dolorido e como abala nossos sentimentos.
Saber que a qualquer momento posso sentir dores, cólicas, ter sangramento ou algo do tipo é assustador. Não saber o que e nem quando irá acontecer, traz um misto de sentimentos que ainda não sei descrever. Estar fisicamente bem e não sentir nada que demostre finalmente o fim deste processo é doloroso e confuso.

Não quero pesquisar muito sobre o processo de curetagem e confio muito na minha obstetra e isso me traz um pouco de paz, em relação ao que vem por aí, mas confesso que só de pensar em entrar na maternidade para "eliminar" o restos daquilo que foi um sonho e motivo de muita alegria, me assusta e apavora.

A perda gestacional, principalmente no início, é um luto invisível e silencioso. É uma dor solitária e incompreendida.

E vamos seguindo, um dia a mais é um dia a menos. Não sei ao certo o que virá, mas aceito e e agradeço.


Roberta Marques
"nosso amor é como o vento: não posso ver, não posso tocar, mas posso sentir"

domingo, 1 de outubro de 2017

Rivalidade entre irmãos...

Aqui em casa e parece que só na minha casa, temos muitos transtornos causados pelo ciúmes, principalmente pela Coisinha 2, ela tem muita dificuldade em lidar com a chegada da irmã (e faz 3 anos! rs).

Eu ficava muito preocupada com isso, pois a impressão que tenho é de que isso só acontece aqui e em todos os outros lares no mundo, os irmãos se amam, se adoram, são melhores amigos! Até acontecem brigas, mas são aquelas briguinhas bobas, que após alguns segundos se resolvem e a paz volta a reinar! 

Encontrei um livro e estou amando! Ainda estou na metade (comecei faz dois dias) e uma pergunta que li no livro, esta latejando aqui dentro e me fazendo re-pensar o quão doloroso e complicado, deve ser receber um novo membro da família e que ocupa a mesma posição que você. No exemplo a autora diz:

"Imagine que você esta em casa e seu companheiro ou companheira chega e diz: 
_Meu amor, te amo muito e sou muito feliz ao seu lado, porém, vejo que você as vezes se sente muito sozinha (o) e por isso, vou trazer uma nova companheira (o) para te fazer companhia, mas não se preocupe! Meu amor por você continuará o mesmo!
Você vê toda movimentação no preparo da casa para chegada da nova membra (o) e finalmente chega o grande dia!
Vocês começam a receber muitas visitas, todos com a intenção de conhecer aquela Coisinha linda que acabou de chegar. Todos os pedidos dela (e) são atendidos na hora e você escuta sempre aquela famosa frase: _Não fique assim! Você é mais velha (o), não pode agir assim!"

Como se sentiria? Consegue se colocar nessa situação? Consegue enxergar de outro ângulo?
Eu sei que vivemos em uma sociedade monogâmica e que muitos dirão: "Ah! mais esse exemplo não tem como comparar!" será que não?

Já pensou quantas coisas passam pela cabeça da criança que já estava em casa? Como deve ser difícil lidar com estes sentimentos e administra-los sendo ainda tão pequenos?
Todos os dias vemos casos de adultos que não sabem lidar com o ciúmes e comentem até crimes por não saber lidar com o sentimento e se deixam levar pelo momento, pela falta de controle... 

Será que estou sabendo lidar com o ciúme aqui em casa? Será que estou enxergando a forma que realmente é?

Bom, como é só aqui na minha casa (e na da autora do livro) que esta rivalidade e ciúmes acontece, vou continuar minha leitura e meus estudos, afinal, este problema é só nosso!


Até mais!


Roberta Marques - Coisas da Mamãe

"nosso amor é como o vento: não posso ver, não posso tocar, mas posso sentir"

domingo, 3 de setembro de 2017

Alergia alimentar e o mundo ao redor

É tão fácil escrever sobre momentos bons e leves da maternidade e coisas afins, mas quando a conversa é mais pesada, as palavras faltam até pra mim e olha que isso é dificílimo de acontecer hihi
Sentir na pele os desafios de ter uma criança com alergia alimentar em casa é viver em meio a uma guerra diária. Os profissionais de Marketing não brincam em serviço e o incentivo ao consumo é algo que foge ao nosso controle e nos engole!

Já prestou atenção na disposição das guloseimas que ficam na fila do caixa das padarias? E dos supermercados? Já percebeu que ficam exatamente á altura dos olhos dos pequenos? Agora pense: o que se passa na cabeça de uma criança quando vê tudo aquilo? Ela quer! Simplesmente quer! Na maioria das vezes ela nem sabe do que se trata, mas ela quer, afinal foi estrategicamente colocado lá para aguçar a vontade dos consumidores (neste caso crianças).

Agora que já imaginamos a uma situação, vamos imaginar outra talvez um pouco mais pesada:
Um alcoólatra (adicto) precisa de apenas um gole para cair e muitos deles, evitam festas, locais onde tenha bebida á disposição e travam uma luta diária com o vício. Agora pensem: Se todos os dias, eles forem expostos a balcões repletos de bebidas convidativas, ao alcance das mãos e dos olhos,.. não será mais difícil que ele se mantenha firme no "um dia de cada vez" ou só por hoje não vou beber?  Vamos dificultar ainda mais as coisas? Esse alcoólatra tem apenas 5 anos! 

E ai? Peguei muito pesado? Acha que o exemplo não tem nada haver? Realmente pode até ser, mas é assim que me sinto quando preciso fazer minha filha de 5 anos entender que não pode comer aquelas coisas lindas, coloridas e aparentemente mega saborosas do balcão da padaria, da fila do supermercado ou da mesa de doces da festinha... essa última é doída viu? Vocês já viram as mesas de doce das festa de hoje??? Aquilo não é de Deus não minha gente! Tudo personalizado, até a garrafa de água com tema da festa e normalmente é sobre o personagem da vez e claro, até eu que sou mais boba quero tudo pra mim! 

Confesso que já deixei de ir em várias festinhas para não expor minha menina e não vê-la sofrer, mas também já chorei muitas vezes com ela quando não podia oferecer nada da mesa linda e só pedia para aquilo tudo ser um pesadelo e acordar logo.
Ah! mas não posso deixar de ressaltar, aquelas festas que fomos e recebi uma ligação ou mensagem que encheram meu coração de alegria e meus olhos de lágrimas normalmente com os dizeres: _Oi Rô tudo bem? Estou aqui organizando o cardápio da festinha e queria saber se a Manu pode comer...
Gente é sério! Quando é assim, eu largo tudo e vou! Largo tudo e vou prestigiar essa pessoa tão querida e que se deu ao trabalho de pensar de forma tão carinhosa na minha filha e isso não tem preço gente, sério!!! Gratidão á todos que pensam nela. Gratidão eterna á vocês <3

Agora, estou vivendo outra batalha: fazer ela entender que a irmã não tem restrições e pode comer qualquer coisa, principalmente quando elas não estão conosco... elas tem personalidades muito diferentes e uma das características da Manuela é não querer desagradar ninguém. As vezes quando elas vão visitar alguém e tem alguma coisa que ela não pode comer e a Helena pode, ela observa e não fala nada, mas quando chega em casa diz: "Mamãe, fulano comprou tal coisa pra Helena e só fiquei olhando porque não podia comer. Depois você faz um que eu possa comer?"

É gente, não tem sido fácil viu? A vontade era mudar para um mundo perfeito, mas como mundo perfeito não existe, vamos indo assim mesmo e tentando sobreviver da melhor forma possível, fazendo sempre a nossa parte e esperando que no final dê tudo certo!

Este post foi só um desabafo e talvez ninguém se identifique com ele, ou talvez não né? vai saber!


Beijocas,

Roberta Marques - Coisas da Mamãe
"nosso amor é como o vento: não posso ver, não posso tocar, mas posso sentir"









segunda-feira, 26 de junho de 2017

Virei mãe e agora? Quem sou eu? - Parte 1/100000

Já faz um tempo que me perdi e já disso isso aqui...
Me perdi quando enterrei minha filha e mesmo depois do nascimento das outras, ainda não me Re-encontrei.

Já não sei ao certo quem sou e as vezes me pergunto para onde estou indo, quais são os meus sonhos, minha vontades, meus desejos e minhas ambições. Difícil pensar em mim somente, quando outras partes de mim andam por aí e dependem deste eu para continuar vivendo. Difícil separar elas e eu, eu e elas... difícil se achar em meio ao caos de não saber o que e nem a quem procurar.

A maternidade me trouxe ainda mais incertezas e desafios. Nos comercias de TV não era assim, lá era tudo bem mais fácil, limpo e organizado. Na televisão as famílias sorriem o tempo todo, até na hora do caos. Na televisão a maternidade é leve e fácil, mas aqui em casa, onde as câmeras não chegam e não tem nenhum script, as coisas são bem o oposto disso e por muitas vezes eu não consigo sorrir nem em meio a mansidão, pois o caos vendou meus olhos e já não vejo ou sinto nada, apenas solidão e vazio... 

Quantas vezes me peguei chorando e olhando para minha filhas enquanto elas dormiam... chorei por não saber sorrir e levar com leveza aquele momento caótico, que não passavam de um leite derramado no chão, mas por estar tão esgotada, aquilo se torna a gota d'agua que vai transbordar meu copo... queria sorrir mais dos momentos assim, mas o cansaço mental do dia a dia tem colhido meus sorrisos e minha mansidão. 

Sabe o famoso "padecer no paraíso"? Hoje eu o compreendo tão bem... sinceramente não sei se conseguiria outra definição tão simples e exata do que é minha maternidade. E enquanto eu vou padecendo no paraíso de ser mãe, fico me procurando e buscando encontrar "quem eu me tornei", pois a partir do momento que a segunda listra apareceu naquele teste em 2010, eu jamais fui a mesma! 

Não sei se vocês conseguiram me entender... acho que não, afinal, nem eu me entendo rsrs

Mas sabe? Se me perguntar onde eu queria estar neste momento, não teria dúvidas para responder: "Eu queria estar em qualquer lugar, desde que estivesse com minha família ao meu lado"

Por hoje é só! Vou alí padecer no paraíso e quando der eu volto!


"nosso amor é como o vento: não posso ver não posso tocar, mas posso sentir!"