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Esta foi a maneira que encontrei de dividir com vocês minhas alegrias, emoções, meus anseios, dúvidas, questionamentos,.. enfim, dividir um pouco de mim, afinal, ser mulher, mãe e esposa, não é fácil e eu não vim com manual de instruções!

terça-feira, 10 de julho de 2018

Férias longe de casa!

Ontem minha sogra veio buscar as meninas para passar um dia na casa dela.
Elas estavam super animadas esperando a vovó chegar e a Manu nem queria sair para almoçar com medo de quando a vovó chegasse, não tivesse ninguém em casa rs

Quando a vovó chegou foi uma festa! Arrumamos tudo no carro, fiz aquele sermãozinho básico pra elas (sou mãe né gente? Tem que rolar um sermãozinho básico que as crianças conhecem de cor e até falam junto comigo hahahaha) e elas foram...

Fiquei olhando o carro dobrar a esquina e escutando aquela gritaria que elas estavam fazendo e parecia uma boba, sorrindo sozinha na calçada rs

Entrei tão aliviada sabe? Agradecendo a Deus pelas filhas incríveis que tenho e por elas serem tão amadas e queridas! A agenda delas para as férias esta lotada e tem gente triste comigo por "não ter vaga" pra eles rs

Pensei muito em como ser mãe da Olívia mudou a minha forma de maternar.
Talvez, se nada tivesse acontecido com ela, minhas filhas não teriam passado uma noite sequer longe de mim. Talvez eu seria ainda mais super protetora do que sou (pausa pra você ficar boquiaberto com essa notícia rsrs). Todos os dias, travo uma luta com as muitas mães que moram em mim e vencer a mãe super protetora é muito difícil. Luto diariamente com o medo de perder outro filho e as vezes me apego a coisas mínimas, mas sou humana e erro constantemente.

Ter a consciência de que nem tudo esta sob meu controle é uma coisa, colocar em prática é outra completamente diferente! É trabalhoso, dói, traz vários sentimentos conflitantes, mas tudo vale a pena quando vejo cenas como a de ontem. Saber que estão felizes me traz paz e um coração de mãe em paz, significa que fizemos o nosso melhor.

Aproveitem suas férias minhas meninas! Sejam felizes! Divirtam-se! A mamãe estará esperando vocês quando voltarem!


Roberta
"nosso amor é como o vento: não posso ver, não posso tocar, mas posso sentir"


quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Estenda suas mãos...

Outro dia fiz uma postagem no facebook sobre aquele vídeo de um carro arrancando e deixando uma criança gritando do lado de fora.

Quando assisti ao vídeo, confesso me meu coração sangrou e meus olhos marejaram. Confesso que na hora, por segundos eu pensei: Meu Deus! Como uma mãe pode fazer isso com seu próprio filho? Mas assim que o vídeo terminou e eu coloquei novamente para assistir, comecei a questionar algumas coisas e levantar hipóteses que vou expor, para quem sabe debatermos sobre:

1) O que estava passando pela cabeça da mãe para fazer aquilo com  criança?

2) Porque a pessoa ficou filmando escondido e não foi interferir? Porque fazer escondido pelo vão da janela? (Confesso que não entendo como alguém pode parar para filmar algo desse tipo e não tem a atitude de ajudar, mas enfim...)

3)Será que aquele carro não estava sendo roubado, os bandidos deixaram a criança na rua e levaram a mãe? (Isso justificaria o desespero da criança e os arranques curtos do carro)

4) Será que a mãe estava em seu estado natural de sanidade ou estava tendo algum tipo de surto ou coisa do tipo? (Depressão, surto psicótico, ou algo relacionado)

5) A mãe simplesmente quis castigar a menina por algum motivo e teve a infeliz ideia de deixa-la para trás, porque não? Mães também erram.


Enfim, existem tantas possibilidades! Existem tantas formas de enxergar uma situação, tudo dependo do ângulo que se vê e neste caso específico, estávamos olhando aparentemente de forma escondida pelo vão da janela.

Agora vamos lá!
Eu Roberta, no momento que escrevo este texto, teria coragem de abandonar um de minhas filhas do lado de fora do carro? NÃO! Mas isso, eu estou falando por mim! Hoje e agora! Será que em uma situação com altos índice de stress eu faria? NÃO SEI! E não adianta me olhar torto por isso não viu? Já parou pra pensar em quantos casos de assassinato vemos por ai em que as pessoas dizem não acreditar que o assassino tenha feito isso??? Sabe por que? Porque somos capazes de coisas que até mesmo nós desconhecemos! Somos humanos!

O que me deixou muito assustada diate deste episódio, nos compartilhamentos e nos cometários da minha pagina foi o seguinte: 

As pessoas não olhavam para a situação por outros ângulos, somente escondido pelo vão da janela. Na verdade, elas nem tentavam olhar, afinal é mais fácil apontar o dedo e julgar ao invés de estender as mãos e ajudar! 
Sem perceber, pessoas boas e que jamais teriam coragem de "abandonar seus filhos" como aquela mulher fez, disseminavam o ódio e desejavam a morte daquela mãe e algumas pessoas ainda diziam que ela deveria morrer da forma mais cruel e mais, li comentários de pessoas desejando que ela "queimasse no inferno"! Gente!!! Parem! Então vocês não tem coragem de deixar a criança para o lado de fora do carro, mas desejam a morte de uma pessoa? Vocês realmente acham que esse sentimento esta correto? Então vocês cristãos (pois para desejar que ela quime no fogo do inferno você acredita em Deus e no Diabo) desejam a ela a pior penitência que podemos receber, sem ao menos dar a ela o direito de se explicar? E o amor que Deus fala? E o perdão? E a compaixão ao próximo fica onde? Desejar matar alguém agrada o coração de Deus?

Cada dia mais, principalmente nas redes sociais, disseminamos o ódio sem ao menos perceber! Destruímos vidas apontando nossos dedos "puros", ao invés de estender nossas mãos impuras e calejadas para ajudar o outro. Ninguém esta livre de erros. Não estou dizendo que a atitude dela foi certa ou errada, somente que devemos prestar mais atenção as nossas e fazer realmente a diferença que queremos ver no mundo. 



Mais amor, por favor!

E você? Tem um poto de vista diferente do meu? Compartilhe comigo e vamos conversar 
á e com respeito!


Até mais.

Roberta Marques
"nosso amor é como o vento: não posso ver, não posso tocar, mas posso sentir"


sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

sobre os tombos que a vida me deu...

Este final de ano foi bem pesado!

Perdi o bebê em outubro, meu avô em novembro e minha vó em dezembro! Foi punk!

Sempre tive uma ligação muito forte com meu avô. Eu sempre dizia que se minha vó não tivesse chegado primeiro, teria me casado com ele rs

Meu vô tinha uma sabedoria incrível, era um inventor nato! Com a pouca escolaridade que tinha, era PHD formado pela escola da vida. Quanta falta ele faz...

Minha vó era daquele tipo que você ligava e dizia: Vó, posso almoçar ai? E em meia hora ela fazia um banquete que nem em uma semana eu conseguiria fazer.
Me ligava todos os dias e me falava as mesmas coisas... mas eu gostava sabe? Confesso que as vezes ficava irritada, pois se ela não conseguisse falar na hora, sair ligando pra todo mundo querendo saber de mim e "das menininhas" como ela dizia rs

Ah meus velhinhos... que falta eu sinto de vocês! 
Sorte da Olívia ter os Bisavós por perto... sorte!

Agora tenho minha vó por parte de mãe aqui conosco e domingo agora vamos fazer um ensaio fotográfico com ela. Estou bem animada! Acho que será um momento lindo e com recordações incríveis <3

Pois é pessoas, por aqui vou me recuperando dos tombos que a vida me deu e agradecendo por todas oportunidades que ela me dá!

Beijocas,


Roberta Marques
"nosso amor é como o vento: não posso ver, não posso tocar, mas posso sentir"

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Pós aborto - voltar a rotina

Helloooo!!

Vou falar as coisas que vivi após a perda do bebê...

O mais difícil é contar aos outros o que aconteceu. As pessoas ficam desconcertadas e por incrível que pareça, as vezes precisamos "conforta-las". Engraçado né? Mas é a realidade. Nós não estamos preparados para a morte, independente se ela vem de forma repentina ou "avisada", como no caso de uma doença terminal. Simplesmente não estamos preparados e ponto!

Outra coisa engraçada é que no meu caso, algumas pessoas tentando me consolar dizem: 

*Nossa! Ainda bem que foi no começo né? 
*Poxa, sorte que você é forte e já passou por coisa pior!

dentre outras coisas... Gente! Queria mesmo encontrar essa fortaleza que algumas pessoas vêem em mim, sério! Mas enfim,..

Voltar a rotina também não é tão fácil assim... as pessoas nos olham com pena e se não falam, agem de forma estranha, até se acostumarem com a ideia rs

Já em casa, nós havíamos contato para as meninas sobre a espera do bebê, mas sinceramente não consegui contar a elas, principalmente para Manuela sobre o que aconteceu. Ela é muito emotiva e a perda da irmã que ela nem chegou a conhecer, é algo que mexe muito com ela e sempre conversamos a respeito. Estou disposta a falar, mas se ela chegar a perguntar, caso contrário, não sei se vou falar sobre.

É bem complicado lidar com tudo o que envolve o aborto em si, não é apenas o físico, mas o emocional, psicológico e social. É preciso lidar com essas 4 esferas e o apoio de outras pessoas é fundamental para que no final, a gente consiga levantar a cabeça, cuidar da ferida e seguir em frente!

Se você já viveu uma perda, conta pra mim!
Pode ser por aqui ou por email
coisasdamamaeblog@gmail.com
Vou adorar escutar a sua história <3

Até mais,


"nosso amor é como o vento: não posso ver, não posso tocar, mas posso sentir"

domingo, 7 de janeiro de 2018

Processo de Aborto e curetagem

Hello!
Como vão as coisas?

Pois bem, vou relatar agora como foi o processo do aborto e a curetagem.

Minha mãe chegou em nossa casa na sexta a noite (mãe tem 6º sentido mesmo!!) e no sábado por volta de 6h da manhã acordei sentindo um pouco de cólica. Eu já esperava essa cólica e tomei a medicação conforme a médica havia mencionado. Eu já estava com um sangramento suave e por isso de absorvente. Até aí ok! Me deitei novamente e a dor começou a fica um pouquinho mais forte. Eu fiquei deitada e tossi, nesse momento senti sair um pouco mais do sangue (tipo de menstruação mesmo), mas de repente, senti sando uma quantidade grande de sangue e fui ao banheiro. Quando olhei, eu estava com muito sangue, mas muito mesmo! Na hora chamei minha mãe (meu marido não consegue lidar muito com sangue) e nisso, tirei a roupa e entrei no box. Neste momento eu não fazia ideia do que estava por vir!!!

Após entrar no box, começou a escorrer sangue pelas minhas pernas e do nada escuto um barulho de algo caindo. Era um coagulo enorme! Espirrou muito sangue e eu pensei que era o Bebê. Foi chocante! Comecei a chorar e o que parecia muito sangue, na verdade não era nada, muito sangue foi quando esse primeiro coagulo saiu. Vocês não tem noção do que passei! Era muito, muito muito, sangue e uma dor incontrolável! Naquele momento a dor física se confundia com a dor emocional e eu não conseguia raciocinar direito. Me sentei no vaso sanitário, pois estava perdendo muito sangue e ficando fraca, mas o sangue não parava e os coágulos também não! Era assustador!

Eu estava me contorcendo de dor e só pensava em deixar a água quente do chuveiro cair sobre mim para aliviar aquela sensação horrível. Me levantei e fui em direção ao chuveiro, só deu tempo de abir e caí. Neste momento minha mãe se desesperou, e meu marido precisou vencer o medo para me ajudar e conseguiram me colocar em pé novamente.

Para vocês terem noção da quantidade de sangue que saía, minha mãe pegou uma fralda da Helena pra me dar e menos de 5 minutos depois eu precisei trocar para ir ao hospital.

Não me lembro muito bem do trajeto até o hospital, mas me lembro de chegar e ser levada as pressas para o PS. O médico me olhou, pediu US e me levou para sala de medicação. Nada me ajudava e ador só piorava. Eu estava com muito medo do hospital, pois já sofri violência obstétrica e o que não precisava naquele momento era de alguém menosprezando meus sentimentos e minha dor, mas o que aconteceu foi muito contrário! Uma equipe extremamente humanizada me acolheu com tanto amor e compaixão que não consigo descrever em palavras.

Me lembro da voz doce da enfermeira dizendo, fique tranquila, respira, eu estou aqui e vai ficar tudo bem! Ela fez total diferença neste momento.

Lembro que fiquei extremamente incomodada com o fato de estar la me contorcendo de dor, ao lado de gestantes e não queria assusta-las. Em lágimas pedi a esta enfermeira que me levasse para outro lugar, pois elas não mereciam presenciar aquilo e e a dor era demais para eu me controlar, ela prontamente atendeu e me levou para um sala de cardiotoco.

Apesar da quantidade de sangue e coágulos perdidos, no breve US que fiz (não conseguia ficar parada para médica fazer o exame, ficou constatado que o saco gestacional ainda não havia saído e infelizmente precisei ficar internada para curetagem. Ainda esperaram até o dia seguinte (por minha vontade eu não queria passar por nenhum procedimento, mas não foi possível. No outro dia pela manhã eu fiz a curetagem.

Outra grata surpresa que tive, não sei se é assim com todos, mas o médico me explicou sobre a anestesia e me fez dormir. Eu não vi nada. Tinha medo do que veria, mas foi super tranquilo e acordei já estava no quarto.

Como eu já havia recebido á noticia do aborto fazia mais de uma semana, meu coração já estava mais tranquilo e foi menos difícil passar por tudo isso (emocionalmente falando)
Toda a equipe do hospital foi incrível comigo e tornaram essa experiencia menos traumática.

Após a alta, fui pra casa e comecei a me sentir mal. Achei que era por ter perdido muito sangue e ainda levei mais uns dias com esse mal estar e uma dor de cabeça incontrolável, até o dia que não deu mais e voltei ao hospital. Chegando lá, me diagnosticaram com reação da anestesia (tive na primeira cesárea também), tomei medicamentos e não foi preciso fazer o procedimento no centro cirúrgico (graças a Deus)

O post já ficou bem graaaaande!! No próximo, vou falar como foi o depois disso tudo.


Até mais!


"nosso amor é como o vento: não posso ver, não posso tocar, mas posso sentir"

terça-feira, 24 de outubro de 2017

A espera do fim... Aborto Retido

Hoje faz 7 dias que confirmamos que minha gestação foi interrompida.

Eu não fazia ideia de como esse processo era dolorido e como abala nossos sentimentos.
Saber que a qualquer momento posso sentir dores, cólicas, ter sangramento ou algo do tipo é assustador. Não saber o que e nem quando irá acontecer, traz um misto de sentimentos que ainda não sei descrever. Estar fisicamente bem e não sentir nada que demostre finalmente o fim deste processo é doloroso e confuso.

Não quero pesquisar muito sobre o processo de curetagem e confio muito na minha obstetra e isso me traz um pouco de paz, em relação ao que vem por aí, mas confesso que só de pensar em entrar na maternidade para "eliminar" o restos daquilo que foi um sonho e motivo de muita alegria, me assusta e apavora.

A perda gestacional, principalmente no início, é um luto invisível e silencioso. É uma dor solitária e incompreendida.

E vamos seguindo, um dia a mais é um dia a menos. Não sei ao certo o que virá, mas aceito e e agradeço.


Roberta Marques
"nosso amor é como o vento: não posso ver, não posso tocar, mas posso sentir"

domingo, 1 de outubro de 2017

Rivalidade entre irmãos...

Aqui em casa e parece que só na minha casa, temos muitos transtornos causados pelo ciúmes, principalmente pela Coisinha 2, ela tem muita dificuldade em lidar com a chegada da irmã (e faz 3 anos! rs).

Eu ficava muito preocupada com isso, pois a impressão que tenho é de que isso só acontece aqui e em todos os outros lares no mundo, os irmãos se amam, se adoram, são melhores amigos! Até acontecem brigas, mas são aquelas briguinhas bobas, que após alguns segundos se resolvem e a paz volta a reinar! 

Encontrei um livro e estou amando! Ainda estou na metade (comecei faz dois dias) e uma pergunta que li no livro, esta latejando aqui dentro e me fazendo re-pensar o quão doloroso e complicado, deve ser receber um novo membro da família e que ocupa a mesma posição que você. No exemplo a autora diz:

"Imagine que você esta em casa e seu companheiro ou companheira chega e diz: 
_Meu amor, te amo muito e sou muito feliz ao seu lado, porém, vejo que você as vezes se sente muito sozinha (o) e por isso, vou trazer uma nova companheira (o) para te fazer companhia, mas não se preocupe! Meu amor por você continuará o mesmo!
Você vê toda movimentação no preparo da casa para chegada da nova membra (o) e finalmente chega o grande dia!
Vocês começam a receber muitas visitas, todos com a intenção de conhecer aquela Coisinha linda que acabou de chegar. Todos os pedidos dela (e) são atendidos na hora e você escuta sempre aquela famosa frase: _Não fique assim! Você é mais velha (o), não pode agir assim!"

Como se sentiria? Consegue se colocar nessa situação? Consegue enxergar de outro ângulo?
Eu sei que vivemos em uma sociedade monogâmica e que muitos dirão: "Ah! mais esse exemplo não tem como comparar!" será que não?

Já pensou quantas coisas passam pela cabeça da criança que já estava em casa? Como deve ser difícil lidar com estes sentimentos e administra-los sendo ainda tão pequenos?
Todos os dias vemos casos de adultos que não sabem lidar com o ciúmes e comentem até crimes por não saber lidar com o sentimento e se deixam levar pelo momento, pela falta de controle... 

Será que estou sabendo lidar com o ciúme aqui em casa? Será que estou enxergando a forma que realmente é?

Bom, como é só aqui na minha casa (e na da autora do livro) que esta rivalidade e ciúmes acontece, vou continuar minha leitura e meus estudos, afinal, este problema é só nosso!


Até mais!


Roberta Marques - Coisas da Mamãe

"nosso amor é como o vento: não posso ver, não posso tocar, mas posso sentir"