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Esta foi a maneira que encontrei de dividir com vocês minhas alegrias, emoções, meus anseios, dúvidas, questionamentos,.. enfim, dividir um pouco de mim, afinal, ser mulher, mãe e esposa, não é fácil e eu não vim com manual de instruções!

quinta-feira, 26 de maio de 2011

E a vida segue seu curso

Oi gente voltei...

Como disse anteriormente tenho tanta coisa pra dizer que nem sei o que dizer, mas vamos lá...

Não sei se cheguei a comentar em algum post anterior, mas depois do que aconteceu com a Olívia, a falta de apoio e compreensão por parte do hospital, eu percebi que mães e pais que perdem seus filhos não recebem nenhum tipo de apoio e o que mais ouvem é:"Vocês são novos, logo terão outros filhos!" Realmente somos jovens ainda e sim, termos outros filhos, mas se você que esta lendo este post tem filhos me responda uma pergunta: Caso você tenha condições físicas, emocionais, financeiras,... de ter mais outros 10 filhos só que para isso tivesse que abrir mão de 1 dos seus filhos você o faria ou ficaria somente com este, caso esta fosse a unica solução? Não precisa pensar e nem me responder, eu sei sua resposta! Você não trocaria seu filho por 10 filhos novinhos em folha. Eu também não queria que minha Olívia partisse, mas ela se foi, se não fosse o apoio dos meus amigos virtuais ou não, familiares e meu marido, não sei se estaria escrevendo aqui até hoje e infelizmente, muitas mulheres e homens não tem a mesma sorte que eu. Algumas mulheres até precisam lidar com a perda de um filho e de um casamento, pois nem todo homem tem estrutura para lidar com esta nova situação que acomete sua vida e de sua esposa, já que para mulher é muito mais difícil, pois ela tem um laço com o bebê muito maior. Ela sentiu seus chutes, soluços,... é uma experiência sem explicação e o seu sofrimento em virtude disso tudo é mais doloroso e muitas vezes incompreendido por aquele que deveria apoiá-la neste momento de dor tão profunda e intensa. Pensando nisso, resolvi estudar Psicologia e ajudar outras mães e pais que passaram por essa perda irreparável e na busca por um curso, encontrei a Psicanalise. Desde abril estou estudando Psicanalise e estou A-M-A-N-D-O! é incrível! A cada aula tenho mais certeza de que é isto que quero fazer para o resto de minha vida. Já até encontrei uma Pós em Psicanalise Infantil e tenho planos de fazer assim que terminar este curso.
Engraçado como são as coisas, eu já havia decidido fazer Psicologia depois que a Olívia nascesse, mas não imaginei que seria este ano. Agora tenho que adaptar meus planejamentos e metas para a vida sem a Olívia e em breve com os Gêmeos!rs 

Pois é, e a vida segue seu curso. Vivemos como um rio, temos a nascente, depois vamos crescendo, nos encontramos com outro rio, ficamos maiores, mudamos de nome, passamos por quedas d'agua que as vezes pensamos ser o fim do rio, mas quando olhamos por outro anglo, percebemos que aquela queda se transforma numa linda cachoeira, depois nossas águas vão se acalmando novamente e voltamos a ser um rio comum, com alguns troncos no meio do caminho que muitas vezes até parecem barreiras, mas sempre encontramos uma maneira de ultrapassa-las pois temos um objetivo, encontrar aquele que perto de um rio  parece infinito, o mar! 

Por hoje é só. Amanhã eu volto. Peço desculpas á todas minha amigas queridas por não ter tempo de passar em cada cantinho, mas deixo aqui todo meu carinho e em breve tudo irá se tranquilizar.

(P.s.: Me avisem caso eu comece a analisar todo mundo??? rsrsrs)

Beijokas.

Com carinho,

Roberta
"é como o vento, não posso ver,não posso tocar, mas posso sentir!"

8 comentários:

  1. Que notícia MARAVILHOSA!! Já tentei mudar para a área comportamental, mas não tem jeito, minha formação é fortemente psicanalítica! Bem-vinda!! Também AMO trabalhar com crianças, e agora depois do Elias passei a amar mais ainda...um amigo me disse algo muito verdadeiro: "Sandra, agora é que você vai aprender de verdade a psicanálise, vendo o desenvolvimento do Elias"...pura verdade!!!

    Concordo com vc quanto ao apoio que deveria ser oferecido aos pais que perdem o filho no hospital, assim como para os que tem o filho na UTI, mas infelizmente o Brasil é muito devagar quanto a esse assunto....

    Beijos pra vc!!!

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  2. Q post sincero, bonito e forte! Concordo que os profissionais de saúde e instituições nao estao preparados para lidar com estas situaçoes e são os que deveriam dar o maior apoio.

    Que blz q vc esta estudando Psicanálise...eu sou super curiosa e entao, se quiser me analisar estou a sua disposição
    bjocas

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  3. Oi Roberta, que lindo post. Parabéns pelo curso e pela sua iniciativa de ajudar outros casais.
    Que bom que a vida segue seu curso normal.
    Um grande abraço
    Rafa

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  4. Que legal Ro !!!!
    Linda essa ideia de estudar para ajudar outras pessoas a passarem pelo que vc passou, e sem ajuda né !
    To muito feliz de vc estar de volta, a Julia tava sentindo falta da Tia Ro !!!!

    bjuss

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  5. Adorei seu post, e parabéns pela escolha do curso... A vida continua, mesmo que a gente vá engatinhando... Eu estou tentando colocar as coisinhas no eixo, sao 4 meses e meio sem meu anjo, e a dor ainda é muito forte. Era meu primeiro filho, e como vc disse: mesmo que tivese outros nenhum deles substitui o outro, são todos filhos e cada um tem seu espaço. Eu creio e vou ter meus filhos, mas sempre serei mãe do Lucas. Um grande abraço!!!

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  6. Adorei o que escreveu realmente falta muita compreensão de algumas partes,sempre tem alguém dizendo,"logo vcs tem outro"(foi o que ouvi também de uma enfermeira) como se filho fosse substituível....

    Linda a idéia de ajudar outras pessoas com seu conhecimento,que muitas pessoas possam ter um coração como o seu e comecem a pensar nas dificuldades do próximo!

    Um abraço
    bom fim de semana!

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  7. Oi Roberta, PARABÉNS amiga pela nova profissão e pela especialização que é maravilhosa.
    Se todas as mulheres que “um dia perderam seus bebes”, se dedicassem a ajudar a outras mulheres que estão passando por esta dor, com certeza encontraríamos mais apoio e não nos sentiríamos tão sós neste momento de dor, pois muitas delas são profissionais em diversas áreas.
    O problema amiga é que muitas destas mulheres depois da perda “engravidam de novo”, e preferem guardar sua dor do passado no fundo do baú. Vejo isto pelo Blog www.perdimeubebe.blogspot.com, são poucas a mães de anjo que voltam ao blog para dar um depoimento que tiveram outro filho, como seria bom se todas as mulheres que perderam seus bebezinhos voltassem para dar uma palavra amiga, de apoio.
    Outro dia uma mãezinha que perdeu seu bebezinho escreveu dizendo que iria se especializar e medicina obstétrica, e com certeza seria mais humana com seus pacientes, pois ela sabia o quanto sofre quem passa pela dor da perda de um filho.
    Que Deus te abençoe nesta nova caminhada
    Cecylia Silva

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  8. E a vida segue seu curso!! que lindo isso!!*

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