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Esta foi a maneira que encontrei de dividir com vocês minhas alegrias, emoções, meus anseios, dúvidas, questionamentos,.. enfim, dividir um pouco de mim, afinal, ser mulher, mãe e esposa, não é fácil e eu não vim com manual de instruções!

terça-feira, 24 de julho de 2012

O que não me disseram sobre a Maternidade - Post 1

Resolvi escrever sobre este assunto pois o que geralmente se lê é como a Maternidade é cor-de-rosa ou azul e decidi dividir em partes, pois estou só no começo desta caminhada e com certeza virão vários posts sobre este assunto!
Na verdade a maternidade é cheia de cores, mas nem sempre elas "combinam entre si!"

Antes de ter um bebê em casa, fazia vários planos e montava vários castelos sobre como seria, mas hoje a grande maioria deles desabou na minha frente!

Na verdade, minha primeira descoberta dura, talvez a mais dura de todas sobre a maternidade é a de que filhos INFELIZMENTE não morrem depois dos pais e que perder um filho é sem dúvidas, a pior frustração ou dor que se pode sentir na maternidade!

Hoje, 1 ano e 6 meses depois esta frustração terrível, tenho uma menina linda de quase 3 meses em casa e posso dizer que mesmo ela sendo um anjo de bebê, não tem sido nada fácil!

Quando pensava em amamentação, sinceramente não sei o que pensava! rs Nunca imaginei que amamentar durante a noite exigia no mínimo 1 hora do meu sono a cada mamada! Sério! Não sei se sou louca ou se acontece com todo mundo! rs Quando dizemos amamentar durante a noite, falamos em amamentar o bebê, colocar para arrotar, trocar sua fralda e muitas vezes fazê-lo pegar no sono novamente. Depois, nós é quem precisamos pegar no sono, mas daí como já passou 1 hora, temos aproximadamente mais 1h ou 1h30 para dormir, porém, se demoramos para adormecer, isso passa a ser 1h ou 40min de sono até a próxima mamada e assim vamos não só durante a noite, mas o dia também!

Sempre me perguntava como uma mãe não "percebia" que deixou de escovar os dentes ou de tomar o café da manhã, mas hoje sei que para muitas delas era difícil saber quando escovar os dentes ao acordar, por não saber identificar quando ela estaria acordando realmente, pois o sono picado não "sustenta" e fica difícil acordar! 
A alimentação também fica complicada pois nossa rotina de início se resume em AMAMENTAR - COLOCAR PARA ARROTAR - TROCAR FRALDA - AMAMENTAR - TROCAR FRALDA - COLOCAR PARA ARROTAR - TROCAR FRALDA NOVAMENTE - AMAMENTAR - e por aí vai! Você devem perguntar e o Banho? Ah! O banho é algo para sair da rotina! rs

Outra coisa que tenho tive dificuldades para entender é foi a paternidade!
Até os 7 ou 8 anos de idade, minhas únicas referências de Pai, eram os pais das minhas amigas e como não tenho lembranças de muito pequena, só me recordo que eles a levavam/buscavam na escola, da presença deles nas festa do Dia dos Pais, nos passeios de fim de semana e até das broncas por algo que faziam errado, mas quando bebê, sinceramente não me recordo! Pensei que os Pais fossem como as Mães, mas hoje vejo que não! Pai é Pai e Mãe é Mãe! Não sei se o fato de Pais não alimentarem seus filhos com seu seio ajuda nessa "delegação de responsabilidade" para mãe, mas o fato é: a grande maioria dos Pais, pensam que seu "dever" é zelar para que não falte nada "material" para o bebê e a mãe! Não digo que isso não é importante, mas o contato físico com o bebê também é de extrema importância! Hoje mesmo estava olhando para a Manuela dormindo e pensei: "Meu Deus! Ela já vai fazer 3 meses! Como ela mudou e cresceu!" Quando paro pra pensar em tudo o que vivemos nesse tempo e vejo que NÃO volta mais, me faz querer estar com ela a cada segundo mais e mais, pois cada sorriso, cada gesto, cada olhar, cada chorinho, cada suspiro ou cada descoberta não voltam mais e muitos Pais acabam perdendo isto por estarem trazendo o sustento para casa!
Quando penso no envolvimento do Pai nos cuidados com o bebê, também penso em como eles devem se sentir "excluídos" de uma certa maneira, afinal, como a Mãe acaba passando a maior parte do tempo com o bebê, existe uma certa cumplicidade entre os dois e se o bebê chora "Ué Ué" ela sabe que é sono por exemplo, mas se ele chorar "UéUéUéUé" é fome e por ai vai, mas o Pai, muitas vezes não sabe o motivo e assim, não consegue acalma-lo, assim ele fica nervoso e acaba "devolvendo" o bebê para a mãe, que por ter essa "cumplicidade" consegue acalma-lo rapidamente o que dá a sensação ao Pai de o bebê "queria a mãe" ou então de que ele (o Pai) não "leva jeito com bebês". Também acaba rolando um ciúmes por parte dos Pais em relação a Mãe/Mulher que antes era "somente dele" e que hoje, passa praticamente todo o tempo cuidando da criança, muitas vezes (na grande maioria delas) descabelada e de pijamas! 
Hoje fiquei pensando muito sobre esse "ciúmes" e cheguei a uma conclusão: A Mãe/Mulher passa a maior parte do tempo cuidando do bebê, porque muitas vezes não tem ajuda do Pai e com isso, não sobra tempo (muito menos energia) para cuidar do Pai/Marido! 
Passamos a gestação inteira nos preparando para o parto e organizando o enxoval para a chegado do bebê, mas hoje, percebo que deveríamos cuidar menos desses detalhes e mais do nosso psicológico para essa mudança drástica que acontece em nossas vidas literalmente a partir do primeiro choro!

Não estou escrevendo este post por TODAS as Mães com bebês em casa e sim POR MINHA experiência. Não me sinto confortável em dizer que nossa vida é ótima e que tudo corre as mil maravilhas, pois na verdade não é 100% do tempo assim! Ser Mãe é sem dúvidas uma das melhores coisas que me aconteceram até hoje e quero deixar claro que NÃO ESTOU RECLAMANDO DE NADA, somente dizendo que nem tudo é como sonhei ou imaginei e que ter um filho é bem mais complicado para a Mãe, pois temos que cuidar do bebê 24 horas por dia, 7 dias na semana, sendo que a mãe é realmente necessária somente nos casos de amamentação no seio, mas mesmo assim, tomamos esta responsabilidade conosco e ficamos sobrecarregas metal/fisicamente. Dormimos mal, comemos mal, descasamos mal, mas mesmo com tudo isso, o AMOR que sentimos por aqueles olhos brilhantes olhando para dentro de nós, aquele sorriso banguela que tira qualquer mal humor ou aquele silêncio gostoso só por ouvir nossa voz faz valer a pena cada segundo da nossa vida após seu nascimento e nos faz pensar em como podemos viver tanto tempo sem a presença daquele ser tão pequenino que torna nossa vida mais leve e nos faz ver que viver realmente vale a pena! É incrível pensar que somos nós Mãe e Pai, responsáveis pela concepção/criação daquele ser tão indefeso e perfeito que veio para completar nossa família e nos mostrar que podemos ser melhores a cada dia!

Apesar do cansaço já relato por mim em outro post, de muitas vezes pensar em jogar a toalha e no segundo depois me arrepender de ter pensado assim, de não conseguir comer uma comidinha quentinha ou ir á um restaurante e sentar a mesa com calma e tranquilidade como eu fazia antes, não troco essa vida por nada! 
Hoje, amo meu marido, pai das minhas filhas de uma maneira que nunca pensei ser possível, pois ele me deu o presente mais lindo e puro que alguém pode dar, uma família linda, com dois filhos caninos lindos, uma filha maravilhosa, linda e saudável e outra filha tão especial e perfeita que se tornou um anjo! Obrigada meu amor! Te amo cada dia mais!

Vocês não devem ter entendido porque este post terminou com uma declaração de amor se o tema era sobre "O que não me disseram sobre a Maternidade", mas na verdade, ninguém me falou que depois de ter um bebê em casa, eu amaria ainda mais meu esposo, pois hoje, além de marido ele é o Pai do meu bem mais precioso, minhas filhas! 

Com certeza, logo eu volto para contar outra coisa que não me disseram sobre a maternidade!

Com carinho,

Roberta
"nosso amor é como o vento: não posso ver, não posso tocar, mas posso sentir!"

8 comentários:

  1. Roberta,
    Juro que li o titulo da postagem nas minhas atualizações e vim correndo ver, e nem vi que era o seu blog. Este assunto permeia em minha cabeça mas cadê tempo para escrever. Dias desses chegou aqui em casa minha prima e eu disse a ela, qdo vc ficar gravida te contarei a realidade.
    Lavar o cabelo e passar a chapinha? esquece... Banho mais demorado? esquece...
    hidratante? dentista? usar desodorante? esquece.. afinal nosso cheiro agora de leite e as pequenas adoram.
    Amiga, mega, hiper te entendo neste post... é trabalhoso, ninguem conta realmente como é... Mas quando vemos nossas bençãos bem feliz, rindo a toa, mamando que nem uma beleza, não TEM PREÇO!
    Que Deus continue nos abençoando e que nos tornemos a mãe que Ele deseja para nossas filhas!!!
    Bjinhos super corridos meu para vc e bjinhos mega descansados da Júlia para Manuela!! =D

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  2. Oi Roberta! Estou atualizando meu blog e face na medida do possível..rsrs. Totalmente de acordo com seu relato acima, minha amiga, e exatamente por isso, não estou conseguindo tmpo pra escrever no meu blog. E até mesmo deixa comentários no seu. Amo vc e sua linda família, Deus sabe quanto.
    Com carinho
    Graci

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  3. Olá Roberta... sempre acompanho seu blog, mas nunca tinha comentado até que li este post e me vi nele em cada palavra escrita... rsrsrs... meu filho está com 1 mês e 8 dias e já cheguei ao ponto de ver uma grávida e ter dó dela pq sabia que ela não sabia a realidade que a esperava... rsrsrs... mas como vc mesma disse, nao tem nada melhor do que aqueles olhinhos que nos olham dentro da alma e faz tudo valer a pena a ponto de eu já estar pensando em daki alguns anos ter outro filho... rsrs... Bjinhos

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  4. Oi amiga!Só tenho a dizer que me vi aqui em tudo o que disse!Ser mãe é maravilhoso,mas não é fácil,é a experiência sem dúvidas,mais marcante na vida de uma mulher.
    Grande abraço!

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  5. Oi Roberta! Deixa eu me preparar!!!
    Adorei o post.
    Bjos, Lu.

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  6. Oi querida, hehe, eu entendo bem tudo que vc escreveu e com certeza tem assunto para mais alguns post.

    Eu hoje quando falo com uma grávida tento passar um pouquinho da realidade, não pintar de cor-de-rosa, porque realmente não é bem assim.

    Eu ainda passei por uma depressão pós-parto, então realmente foi muito complicado esta fase.

    Eu digo, os 1os 3 meses são muito cansativos para mãe, como vc disse falo não por reclamação, mas porque é a realidade. Dos 3 aos 6 a gente começa a se acostumar, aí começam as papinha, aff, hehehe, faz, esmaga, penera, oferece, oferece, oferece, para eles cuspirem a maior parte, hahaha. Depois dos eles começam a não querer ficar deitados, mas ainda não sentam muito bem, depois vem a fase de engatinha e caminhar :o))
    A vida do casal tb muda muito, como não mudar com tudo isso, né?!
    bj, muito bom teu blog,
    Alê

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