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Esta foi a maneira que encontrei de dividir com vocês minhas alegrias, emoções, meus anseios, dúvidas, questionamentos,.. enfim, dividir um pouco de mim, afinal, ser mulher, mãe e esposa, não é fácil e eu não vim com manual de instruções!

sábado, 24 de junho de 2017

O TDHA e eu... EU e o TDAH...

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Falei outro dia sobre meu Transtorno. Aquele post já é um pouco antigo, eu publiquei no instagram e depois decidi trazer pra cá.
Algum tempo se passou desde aquela postagem e depois disso algumas coisas mudaram...

Eu procurei um Psiquiatra e confesso que foi dificílimo estar frente a frente com ele e me expor. Contar pra ele tudo o que sentia e ouvir da boca dele meu diagnóstico. Por mais que eu já soubesse, ouvir de um profissional é muito complicado. Difícil digerir e aceitar sua condição.

Hoje, estou tomando medicação e não vou citar nomes pois a intenção não é incentivar auto medicação (apesar destes remédios só serem vendidos com receita).

Pode parecer bobeira, mas hoje eu já consigo fazer coisas simples como ir ao supermercado e comprar realmente o que eu precisava. 
Por exemplo: Antes eu ia ao mercado comprar batatas e voltava com sacolas e mais sacolas de tudo o que você possa imaginar, menos a batata! Fora o dinheiro que gastava, perdia tempo, pois tinha que voltar ao mercado (e a chance de voltar novamente sem a batata era imensa!). Quem é mãe sabe que nosso tempo é artigo de luxa na vida das mães e no meu caso era muito mais valioso ainda, pois eu perdia tempo com besteiras por falta de atenção. Só eu sei como isso me machucava!

Todas as consultas, meu médico me passa tarefas simples, como: arrumar as coisas da manhã seguinte ainda pela manhã, ler 3 páginas de um livro e depois fazer um resumo do que conseguia absorver (sim! eu lia e 2 minutos depois me esquecia completamente!)

As coisas estão melhorando por aqui e as poucos estou aprendendo a aprender, aprendendo a pensar antes de fazer (e falar), aprendendo a me organizar.

O combinado com meu médico é de que vamos reprogramar a minha mente, para que eu não me perca em meio aos meus pensamentos e devaneios, que eu consiga focar minha atenção naquilo que estou fazendo no momento e assim, dia após dia, degrau por degrau, vamos nos adaptando a este novo olhar e novo jeito de ver e fazer as coisas, das mais simples as mais complexas.

Aos poucos eu vou me encontrando e me RE-conhecendo. Este processo tem feito muito bem não só para mim, mas para minha família em geral e faz parte do meu RE-nascimento após a maternidade.

Olha para si, após a maternidade tem sido uma tarefa complexa, mas muito enriquecedora e fortalecedora. Descobrir quem me tornei após este processo só tem trazido benefícios e elevado minha auto-estima <3


"Nosso amor é como o vento: não posso ver, não posso tocar, mas posso sentir"

segunda-feira, 19 de junho de 2017

O TDAH e eu... Eu e o TDAH

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Escrever aqui e me expor desta forma não é fácil, mas talvez possa ajudar outras pessoas que assim como eu, lutam diariamente para organizar sua bagunça interna e consequentemente a externa.

Sei que julgamento acontecerão, mas sempre convivi com eles, achando que realmente tinha problemas, mas hoje sei que minha condição é completamente contornável e que sou capaz de tudo!

Desde criança, sempre tive dificuldades em começar e terminar algo. Sempre parava na metade! Começava com toda empolgação do mundo e pouco tempo depois, desistia. Com isso, sempre ouvi coisas tipo: "você nunca termina nada!" "Vai começar outro curso? Pra que? Pra abandonar no meio?" "Você é muito indecisa, cada hora quer uma coisa!" E por aí vai.... Eu cresci acreditando nisso e só eu sei, quantas vezes sofri e chorei sozinha por não conseguir terminar nada e sempre me perguntava o que tinha de errado comigo.

Muitas coisas passaram pela minha cabeça e o suicídio foi uma delas. Graças a Deus, sempre tive dificuldade de me manter triste por muito tempo e assim como desistia de tudo muito rápido, sempre desisti destes pensamentos ruins.

Apesar de tudo, eu seguia a vida e já estava acostumada a ser assim, afinal, era "meu jeito", mas me casei, tive filhos e foi aí que as coisas começaram a apertar! Eu esquecia hora de remédios, vacinas, informações importantes sobre elas e foi então que uma luzinha acendeu e eu decidi procurar ajuda. 
Pesquisei meus sintomas na internet, li "Mentes inquietas" e busquei ajuda e apoio psicológico. 
Tomar medicamentos não é minha intenção, sei que ainda tenho um longo caminho pela frente, mas aos poucos estou começando a tomar conta de mim. Iniciei esta caminhada em busca do equilíbrio há 4 meses e as mudanças tem me transformado dia a dia.

Precisava falar sobre isso...

sexta-feira, 16 de junho de 2017

O silêncio da perda gestacional

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Perder um filho, principalmente durante a gestação ou após pouco tempo de nascido, traz as pessoas uma sensação de que "é mais fácil superar" , "é menos doloroso" "outros ainda virão"...

Quando as pessoas sabiam da minha perda, sempre tentavam me "consolar" desta forma, mas no fundo, ouvir frases deste tipo, traziam uma dor ainda maior, mas também eu sentia compaixão por aquela pessoa. Sentia compaixão por ela estar tentando me ajudar, lidando com algo que ainda é um tabu muito grande para nós que á A MORTE e se não estamos preparados para lidar com a morte de pessoas mais idosas e muitas vezes já bem doentes, como poderíamos lidar com uma morte tão prematura e inesperada?

Perder um filho ainda durante a gestação é muito dolorido, silencioso e sozinho. Ninguém, além de nós, consegue saber o que se passa aqui dentro. Os sentimentos ficam confusos e a dor dá a mãos para o amor e eles começam a andar juntos. Todas as vezes que nos lembramos do amor, a dor aperta sua mãe e as lágrimas correm pelos olhos. 

Precisamos falar sobre a perda gestacional e precisamos acolher os pais e mães que passam por esta dor. Precisamos abraçar estas famílias como um todo e não permitir que essa voz se cale. Perder um filho dói e dói muito. Não importa se foi 1 dia, 1 mês ou 9 meses dentro do barriga, tampouco importa se foi 1 dia, 1 mês, 1 ano ou mais fora dela, perder um filho dói. 

Não podemos anular esta dor ou simplesmente deixar pra lá.



"nosso amor é como o vento: não posso ver, não posso tocar, mas posso sentir"


quinta-feira, 15 de junho de 2017

Sacolinha surpresa diferente (sem guloseimas)

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Hello Coisinhas!!!






Não sei se todos sabem, mas minha Coisinha 2 é APLV (alergia à proteína do leite de vaca) e isso a deixa com uma restrição relativamente grande para alimentos, principalmente guloseimas!

Sempre que vamos a festas de aniversário nos esbarramos na mesa de doces, mas esta é mais tranquilo contornar, já a SACOLINHA SURPRESA... Ah! essa é o nosso tormento, principalmente porque a maioria delas é recheada de balas e doces repletos de CASEÍNA, nem sempre é fácil negociar com ela, pois todas as crianças levam a sacolinha pra casa e ela também quer, afinal, é apenas uma criança de 4 anos!

Ano passado fizemos uma festinha e como ela já estava me cobrando algumas coisas (uma delas é que ela queria entregar o saquinho surpresa para os amigos) eu pesquisei bastante e decidi fazer uma "SACOLINHA LITERÁRIA"
Como eu preciso confirmar a presença dos convidados para a lista do condomínio, aproveitei para pegar com eles o nome e a idade de todas as crianças e assim fiz uma separação por idade.

Comprei os livros naquelas feiras e como havia muita opção, não foi difícil.
Para complementar, eu coloquei um lápis preto com uma ponteira de flecha que eu mesma fiz de EVA (O tema da festa era Merida - Valente)

(Aqui os livros estavam separados por idade para facilitar a contagem e embalagem)

(coloquei fita laranja no das meninas e azul no dos meninos para ficar mais fácil 
na hora de entregar, todas as sacolas estavam com nome)


Este ano, não faremos festa, decidimos ir ao Parque da Mônica, mas para não passar em branco, fizemos ontem um bolo na escola e como lá eles comemoram no horário do lanche, sem decoração ou coisa assim, apenas o bolo e o parabéns, eu novamente fiz a lembrancinha literária, mas desta vez, eu embalei com papel pardo e ela escreveu o nome dos colegas com suas próprias mãozinhas pequenas, lindas e que farão 5 anos amanhã, dia 29 de Abril!



Ontem postei no meu IG do insta sobre isso e coloquei as fotos lá, até então, não tinha o feedback da minha Coisinha sobre a reação dos amigos, mas hoje eu já sei de tudo!! hahahaha
Ela disse que todos eles adoraram e que a professora foi lendo o nome e entregando pra eles. Pensem em uma criança animada e feliz! Como ela escolheu o livro de cada um, se sentiu muito especial!

Depois que postei no Insta, várias pessoas deixaram suas sugestão de idéias para sacolinha de lembrancinha sem doces e todas são idéias muito legais! Em cima das dicas que deixaram e olha quanta ideia legal!

  • kit de colorir
  • Ponteira e lápis preto
  • CD com músicas infantis
  • Almofada Personalizada
  • Bola de Sabão
  • Bloquinho de Anotações
  • Fantoches
  • Caneca
  • Sacolinhas de tecido
  • Jogo da velha
  • Cofrinho de madeira com tinta para a criança pintar
  • Adesivos
  • Livro para colorir
  • Avental de Cozinheiro
  • Massinha de modelar
  • Kit para higiene bucal

Tem tantas opções bacanas!!! O mais legal é que muitas dessas idéias, conseguimos fazer junto com nossos pequenos e para eles é uma satisfação incrível participar desses detalhes!


Além das crianças alérgicas e com outros impeditivos como a Diabetes por exemplo, tem também aquelas famílias que evitam doces e guloseimas para os pequenos ou até mesmo, não querem ultrapassar a cota de doces que a festa já tem por si só, então, é sempre legal encontrar diferentes e muito divertidas!


Até mais!


"nosso amor é como o vento: não posso ver, não posso tocar, mas posso sentir"




quarta-feira, 14 de junho de 2017

Voltei e agora vou ficar!

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Oi gente tudo bem???

Por aqui tudo anda dentro dos conformes ;)

Bom, por diversas vezes pensei em fechar este blog e tal, mas era só pensar sobre isso que recebia um email ou um comentário dizendo o quanto um post específico havia ajudado e tal, ai sempre acabava ficando com ele mais um tempo.
Já faz um tempinho que ando buscando me reencontrar (acho que desde que descobri a maternidade mas... rs) e em uma destas buscas, fui parar em um curso la nos EUA e tive a felicidade de conhecer uma pessoa que me inspirou muito, a Rosa.
Conversando com ela, descobri que poderia sim dividir minhas alegrias e anseios sobre a maternidade e não só sobre a perda do filho (o blog não nasceu com esta intenção, mas tomou este rumo).

Então é o seguinte:
Agora vou ficar aqui! Tenho outras coisas por ai, mas o blog, vou ficar com esse. Esta é minha história, ele é um pedaço de mim e não posso abandona-lo e nem troca-lo por outro, sendo assim:

"Eu voltei, agora pra ficar. Porque aqui, aqui é meu lugar! Eu voltei, para as coisas que deixei, eu voltei"

Quem quiser me seguir nas outras redes é só me procurar

Instagram @coisasdamamae
Facebook  -Coisas da Mamãe

e #tamojunto


Mas me conta, gostaram da notícia????


Ate mais ;)



"nosso amor é como o vento: não posso ver, não posso tocar, mas posso sentir"