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Esta foi a maneira que encontrei de dividir com vocês minhas alegrias, emoções, meus anseios, dúvidas, questionamentos,.. enfim, dividir um pouco de mim, afinal, ser mulher, mãe e esposa, não é fácil e eu não vim com manual de instruções!

sexta-feira, 16 de junho de 2017

O silêncio da perda gestacional

Perder um filho, principalmente durante a gestação ou após pouco tempo de nascido, traz as pessoas uma sensação de que "é mais fácil superar" , "é menos doloroso" "outros ainda virão"...

Quando as pessoas sabiam da minha perda, sempre tentavam me "consolar" desta forma, mas no fundo, ouvir frases deste tipo, traziam uma dor ainda maior, mas também eu sentia compaixão por aquela pessoa. Sentia compaixão por ela estar tentando me ajudar, lidando com algo que ainda é um tabu muito grande para nós que á A MORTE e se não estamos preparados para lidar com a morte de pessoas mais idosas e muitas vezes já bem doentes, como poderíamos lidar com uma morte tão prematura e inesperada?

Perder um filho ainda durante a gestação é muito dolorido, silencioso e sozinho. Ninguém, além de nós, consegue saber o que se passa aqui dentro. Os sentimentos ficam confusos e a dor dá a mãos para o amor e eles começam a andar juntos. Todas as vezes que nos lembramos do amor, a dor aperta sua mãe e as lágrimas correm pelos olhos. 

Precisamos falar sobre a perda gestacional e precisamos acolher os pais e mães que passam por esta dor. Precisamos abraçar estas famílias como um todo e não permitir que essa voz se cale. Perder um filho dói e dói muito. Não importa se foi 1 dia, 1 mês ou 9 meses dentro do barriga, tampouco importa se foi 1 dia, 1 mês, 1 ano ou mais fora dela, perder um filho dói. 

Não podemos anular esta dor ou simplesmente deixar pra lá.



"nosso amor é como o vento: não posso ver, não posso tocar, mas posso sentir"


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